sábado, 16 de julho de 2011

Turning Point

Olá pessoal! Então aqui vai o primeiro capìtulo de "Turning Point". Espero que gostem dele tanto como eu ;)

Love,
     M

A NOTÍCIA

- Estou grávida. – De repente conseguia-se ver pânico na sua expressão, aparentemente, mais pânico do que na minha. Tinha acontecido no mês passado, na festa de aniversário da Jenny, a minha melhor amiga. Eu tinha acabado de aceitar que os meus pais se iam divorciar, estava vulnerável e…
* * *  

 Está bem, eles estão com problemas e depois? Todos os casais têm problemas, não é por isso que os meus pais, que sempre foram felizes, se vão divorciar! Então o que seriam aqueles papéis na mesa-de-cabeceira que a minha mãe tanto tenta esconder de mim? De repente percebi. Não podia mais negar. Os meus pais iam-se divorciar. Tinha de o aceitar. E assim foi como se toda a gente tivesse percebido, como se todos estivessem a olhar para mim e a sentir pena. Tinha de sair dali. Já não me importava que fosse a festa de aniversário da minha melhor amiga, só sabia que tinha de sair dali. Por isso ignorei todos os olhares e saí directamente pela porta da frente. Obviamente não ia voltar para casa, por isso sentei-me num banco que se encontrava ao lado da casa de Jenny e comecei a questionar-me sobre qual a razão que levaria os meus pais a divorciarem-se. Sim, porque um casamento de vinte anos não acaba assim, de um dia para outro.
Não consegui concluir os meus pensamentos porque, rapidamente, alguém veio ter comigo, provavelmente para saber porque deixara a festa.
Era Nate. O irmão de Jenny. Nunca consegui ignorar aqueles olhos azuis que eram de morrer, tinha de admitir que ele era bonito.
- Então? Porque saíste da festa, Blair? – A sua bonita voz fez-me despertar e voltar á Terra.
- Simplesmente não podia continuar ali. – Assim que falei apercebi-me de quão trémula estava a minha voz.
- Mas porquê? Aconteceu alguma coisa? – Não conseguia perceber porque estava ele tão interessado, quer dizer dávamo-nos bem, em parte por causa de Jenny, mas nada de especial. Senti uma lágrima a escorrer pela minha face. – Então porque estás a chorar? – Não consegui evitar. Encostei-me ao seu peito e comecei a chorar mais e mais. Ele abraçou-me e começou a abanar-me como se me estivesse a embalar. Comecei a afastar-me dele lentamente.
- Os meus pais vão-se divorciar. – Disse eu entre soluços e lágrimas. Ele ficou surpreso mas não deixou de se sentir triste por mim.
- Não te preocupes Blair, tenho a certeza que vai correr tudo bem. – Eu sabia que ele tinha dito aquilo apenas para me acalmar mas eu estava tão nervosa e furiosa que acabei por explodir.
- Bem? Achas que as coisas vão ficar bem? Os meus pais estão-se a divorciar! Provavelmente até já o fizeram por esta altura. Eu nunca mais vou poder dizer que tenho uma família! NUNCA! – A maneira como eu disse estas palavras chocou-o completamente. Eu conseguia ver o choque e a surpresa nos seus olhos. E assim vi-o engolir a surpresa e a preparar-se para me dar mais consolo.
- Blair, porque não vens para dentro? Divertias-te um pouco e esquecias os problemas… - Ele disse aquilo de uma maneira tão bondosa que era impossível resistir, mas mesmo assim não podia encarar aquela gente toda.
- Não. Não quero que todos comecem a fazer perguntas.
- Podemos sempre ir pelas traseiras até ao meu quarto. – Parecia uma boa ideia.
- Está bem. Obrigado. – Senti-me na obrigação de lhe agradecer pois mais ninguém, nem mesmo Jenny, tinham sido tão carinhosa comigo, mesmo depois de verem o estado em que eu tinha saído da festa.
- De nada. Para que servem os amigos? – Ele esboçou um breve sorriso ao qual eu retribuí.
Dito isto encaminhámo-nos para a porta da garagem onde se encontravam umas escadas que iam dar directamente ao quarto de Nate. Assim que entrámos no seu quarto reparei como ele estava demasiado arrumado para um quarto de rapaz. Quer dizer já tinha estado no seu quarto antes mas estava sempre muito desalinhado e desorganizado.
- Vejo que resolveste finalmente arrumar o teu quarto. – Senti necessidade de aliviar um pouco o ambiente – tínhamos passado todo o caminho até ao seu quarto calados, acho que ele não me queria incomodar. – Ele riu-se.
 - A Jenny obrigou-me a arrumá-lo por causa da festa. – Estava explicado o mistério do quarto arrumado. – Porque não te sentas? – Disse ele apontando para a cama.
Foi isso que fiz mas não resultou exactamente como eu tinha planeado. Assim que dei um passo em direcção á sua cama com a intenção de me sentar, tropecei em alguma espécie de caixa e caí de barriga para cima mesmo no centro da cama. Estava preparada para abrir os olhos e rir-me da situação mas não foi isso que aconteceu. Nate tinha, por impulso, tentado agarrar-me para eu não cair, mas não foi bem sucedido, logo acabou por cair também. Ficou mesmo por cima de mim. De repente apercebi-me do quão perto os nossos lábios estavam e ficaram mais perto e mais perto e acabaram por se tocar. Primeiro foi apenas um toque suave mas depois, á medida que os nossos lábios se movimentavam, aquele beijo inesperado transformou-se num beijo apaixonado. Por esta altura já nos tínhamos sentado e senti os braços de Nate rodearem-me e passei os meus pelos seus ombros para o agarrar melhor. Umas das mãos dele agarrou-me na cintura e a outra desceu por baixo da camisola até ao meu soutien desapertando-o. A esta altura já só sabia tocar e beijar e desfrutar daquele momento.

Acordei. Onde estou? De repente foi como houvesse um pequeno “clique” no interior da minha cabeça. Eu tinha dormido com Nate. O irmão da minha melhor amiga. Tive de olhar para o lado para confirmar e lá estava ele. Nate, a acordar.
- Bom dia. – Disse ele com um sorrio meio sonolento.
- Bom dia? É só isso que tens para dizer? – Disse eu algo indignada.
- Que queres que diga?
- Nós dormimos juntos! Isto não podia ter acontecido! Tu és o irmão da minha melhor amiga! Ai! O que é que a Jenny vai pensar quando descobrir? Ela não pode descobrir! – Eu estava num estado de nervos que nem eu sabia ser meu característico.
- Tem calma. A Jenny não vai descobrir nada. Ninguém lhe vai contar. Nem eu nem tu. Relaxa. – E nisto envolvemo-nos num beijo apaixonado.
* * * 

- Não, isto não pode ser verdade! Diz-me que isto não é verdade! – Disse Nate ainda em pânico mas já numa fase mais furiosa.
- É verdade Nate. – Disse eu um pouco á cautela. – Desculpa não te ter contado mais cedo mas eu não tinha a certeza e… Desculpa. – Era verdade. Eu tinha feito o teste na semana passada mas tinha de ter a certeza antes de lhe contar.
- E agora? – Eu não sabia responder a esta pergunta. Não agora. Ainda  não - Tu… tu vais fazer um aborto? – Disse ele já depois de se acalmar. Eu ainda não tinha tido muito tempo para pensar no assunto mas sabia que provavelmente ele me iria fazer esta pergunta.
- Não. Eu vou ter esta criança - De repente uma lágrima escorregou pela minha face só de pensar como seria a minha vida daqui em diante. – Tu vais assumir a criança? – Eu estava a tentar evitar o assunto mas era impossível, eu tinha de saber se ia criar esta criança sozinha.
Ele encaminhou-me para um banco que se encontrava perto de nós.
- Ouve Blair, eu não dormi contigo só porque tive pena de ti ou algo do género, tal como tu pensaste na altura. – Era verdade. Na altura pensava que aquilo tinha apenas acontecido porque ele sentia pena de mim por isso evitei-o durante muito tempo. – Eu dormi contigo porque gosto mesmo de ti, gosto de ti desde que a minha irmã nos apresentou no ano passado. Por isso é claro que vou assumir essa criança! Não posso dizer que estou feliz, pois não estava propriamente nos meus planos ser pai aos 17 anos mas, já que teve de acontecer, ainda bem que foi contigo. – Nisto vi-o esboçar um sorriso ao qual eu correspondi.
- Eu também gosto muito de ti Nate. – De facto eu gostava dele. Sempre gostei, mas nunca tinha pensado nele como algo mais que um bom amigo. Mas afinal, íamos ter um filho!
Ficámos um bom bocado a olhar um para outro e a sorrir tipos parvinhos.
Mas soube bem…
- Já contas-te a alguém? – A sua pergunta fez-me descer de novo á Terra.
- Não! Nem quero contar! Eu não quero que ninguém saiba! – Passei rapidamente de um estado calmo, para quem estava numa situação destas, para um estado de nervos enorme. É claro que eu não queria que ninguém soubesse! Eu não queria que daqui a dez anos todos se lembrassem de mim como “a miúda grávida do liceu”!
- Mas vamos ter de contar aos nossos pais! – Adorei a maneira como ele disse “vamos”, dava para ver que estava mesmo a levar isto a sério e não a escapar-se das responsabilidades do erro que ambos tínhamos cometido.
- Eu sei. – Eu sabia que ia ter de contar aos meus pais algum dia mas não fazia a mínima ideia de como iam reagir, quer dizer a minha mãe, tenho a certeza de que me iria apoiar, mas já o meu pai… - Não sei é como lhes vou dizer que a filha deles de 17 anos está grávida! – Ainda me custava ouvir-me dizer a palavra “grávida”.
- Não te preocupes, eu vou lá estar contigo. Falamos com eles hoje?
 - Hoje? Nem penses. O meu objectivo de hoje era contar-te a ti e já o fiz. – Ele não podia esperar que agora que lhe tinha contado a ele que ia anunciar isto aos sete ventos.
- Mas vais ter de lhes contar!
- Eu sei. E vou. Mas não hoje. – Era verdade. Eu não estava a dizer aquilo só para o calar, eu ia mesmo contar aos meus pais.
- Está bem. Agora é melhor ir a andando para as aulas. – Sim eu nem sequer tinha reparado que todas estas revelações se tinham passado num velho banco á porta da nossa escola – Cascades High School, era a minha escola, ficava no estado de Nova Iorque.
- Sim, as minhas aulas também devem estar a começar. – Nós não estávamos na mesma turma.
 - Então, até já. – Disse Nate. Eu não sabia como me haveria de despedir
Dele, quer dizer nem sequer sabia se namorávamos ou alguma coisa assim. Entreolhámo-nos algo atrapalhados até que, felizmente, apareceu
Jenny.
- Blair, ainda bem que te encontrei! – Jenny estava bastante apressada e
aflita. – Que estás a fazer a falar com o meu irmão? Anda, já estamos
atrasadas para a aula de História. Anda! - Nisto acenei ligeiramente a Nate e deixei-me levar pela mão que Jenny agora puxava.

2 comentários:

  1. parabéns ! fantástico, sem palavras =)

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  2. ta muito fixe,adorei!
    se quiseres tambem podes visitar o meu blog.
    http://joanafiliparocha.blogspot.com/

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